Palavras Empoeiradas de 2002

Agora sim encontrei algo realmente antigo.

Depois de procurar muito pelo zine que eu escrevia com alguns amigos em meados de 2002, acabei desistindo. Acho provável que, depois de tanto tempo, tenham deletado. Uma pena, tinha tanta coisa escrita ali. Nós, no alto dos nossos 13 anos, armados com nossas guitarras, achávamos que realmente seríamos capazes de mudar o mundo. E, talvez, o grande erro tenha sido parar de acreditar.

De qualquer forma, estava lendo o meu velho diário e, entre os muitos textos ali escritos, um me chamou a atenção. Não lembro exatamente o que estava acontecendo na minha vida no dia 02/03/2002, mas, de certa forma, senti saudade daquela menina cheia de sonhos, que hoje é uma mera estranha.

Sabe, minha vida é uma grande interrogação.
E isso é bom? 
Sim, isso é ótimo.
Foda-se a rotina e as programações.
Foda-se os ponteiros.
Prefiro me guiar pelo sol e pelo vento…
Porque eu odeio o fato de ter que acreditar que cada um tem um livro pronto desde o dia em que respirou a droga do oxigênio pela primeira vez.
É… eu não acredito muito nisso.
Eu quero reciclar meus próprios papéis e sujar as mãos de tinta pra fazer desenhos que só eu vou entender.
E pendurar em alguma parede por aí…
Eu não sei o que tem ali na frente.
A única coisa que eu sei é que eu não quero mais pisar dentro de pegadas tão gastas…

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